Uso de IA é permitido em 37% das escolas brasileiras

Imprensa • 5 de agosto de 2026

A permissão para alunos varia por rede de ensino. Nas escolas municipais, o índice fica em 35%, enquanto nas estaduais sobe para 47%. Nas particulares, chega a 31%.


O nível de ensino também influencia a liberação. Até o 5º ano do Ensino Fundamental, 26% das escolas permitem o uso de IA pelos alunos. Até o 9º ano, 42%. No Ensino Médio, a proporção chega a 52%.


A adoção de IA generativa pelos gestores também é desigual entre regiões. No Sul, 66% já usam a tecnologia em atividades de gestão. No Centro-Oeste, 59%. No Sudeste, 54%. No Nordeste, 52%. No Norte, o índice cai para 39%, o mais baixo do país.


Entre os gestores que usam IA, as aplicações mais comuns estão ligadas a comunicação e produção de conteúdo. Criar materiais audiovisuais, como imagens e apresentações de slides, é a atividade mais citada, com 83%. Em seguida vêm a elaboração automática de convites e avisos (80%) e a organização de atividades pedagógicas e de gestão (75%).


Usos mais sensíveis ficam para trás. Analisar dados sobre desempenho de alunos ou funcionamento da escola foi citado por 51% dos gestores. Aprimorar sistemas de segurança escolar, a atividade menos mencionada, aparece em apenas 22% das respostas.


Regras de uso de IA são pouco discutidas em reuniões

A pesquisa mostra ainda que a adoção de IA entre gestores carece de governança: apenas 22% das escolas têm algum guia de orientação sobre o uso de IA no ensino, na aprendizagem ou na gestão.


O descompasso aparece também nas reuniões escolares. Entre os temas discutidos por gestores com professores e equipe, regras para uso de ferramentas de IA por alunos ou professores é o menos citado, presente em 60% das reuniões em 2025. Foi o tema que mais cresceu em relação a 2024, quando aparecia em apenas 40% das reuniões, mas segue como a última prioridade na pauta das escolas.


O TIC Educação é realizado anualmente desde 2010 pelo Cetic.br, centro do NIC.br vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A edição 2025 entrevistou gestores de 2.404 escolas públicas e particulares, urbanas e rurais, entre agosto de 2025 e abril de 2026.


Link da matéria: https://www.globalsouthworld.com.br/article/uso-de-ia-e-permitido-em-37-das-escolas-brasileiras-adocao-entre-gestores-e-de-53-mas-falta-governanca

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O SIEEESP, diante da confirmação de casos de sarampo nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, e em consonância com as recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, reforça a importância da vacinação como a principal medida de prevenção e controle da doença. Nos municípios citados, a vacina tríplice viral passará a ser oferecida a toda a população com idade entre 6 meses e 59 anos, estando disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a partir de hoje (03/08). A medida integra a estratégia do Governo do Estado de São Paulo para conter o avanço da doença na Região Metropolitana. Nas demais cidades do Estado de São Paulo, será realizada a ação de multivacinação com o objetivo de atualizar a Caderneta de Vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização visa identificar e aplicar as doses em atraso previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Aproveitamos a oportunidade para reforçar o disposto na Lei Estadual nº 17.252/2020, que torna obrigatória, em todo o território paulista, a apresentação da carteira de vacinação dos alunos de até 18 (dezoito) anos no ato da matrícula. A carteira deverá estar atualizada e comprovar a aplicação de todas as vacinas obrigatórias, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, em conformidade com as disposições do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde. Com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção e reduzir o risco de circulação do vírus no ambiente escolar, recomendamos que as instituições de ensino orientem toda a comunidade escolar sobre a importância da vacinação e os locais onde as doses estão disponíveis, como clínicas particulares, UBSs, AMAs e postos de vacinação instalados em estações e terminais. Na ocorrência de alunos ou colaboradores que apresentem sintomas compatíveis com sarampo, como febre, manchas avermelhadas na pele e sintomas respiratórios, orienta-se o encaminhamento imediato para avaliação médica e a comunicação do caso à Vigilância Epidemiológica do município. Recomenda-se, ainda, reforçar as medidas de higiene das mãos, a etiqueta respiratória e a manutenção de ambientes bem ventilados. A atuação conjunta das instituições de ensino e das famílias é fundamental para manter nossas comunidades escolares protegidas e contribuir para o controle da circulação do vírus. Marlene Schneider Presidente do Sieeesp