FENEP lança guia com orientações para fortalecer a saúde mental nas escolas particulares

Rodrigo SIEEESP • 5 de agosto de 2026

Material reúne dados sobre o bem-estar dos profissionais da educação e apresenta estratégias para promoção de ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis

A Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) lançou o Guia de Saúde Mental nas Escolas Particulares, publicação voltada a gestores, mantenedores e profissionais da educação que reúne reflexões, dados e recomendações práticas para enfrentar um dos principais desafios contemporâneos das instituições de ensino: o cuidado com a saúde mental de suas equipes.


Elaborado pelos professores Amábile Pácios e Lucas Machado, o material tem como base a pesquisa nacional realizada pela FENEP em parceria com o Instituto SEMESP, a Humus Consultoria e a Happy Academy. O estudo identificou que 36,58% dos profissionais da educação apresentam algum nível de sofrimento psicológico, evidenciando a necessidade de ações estruturadas de prevenção e cuidado dentro das escolas.


Segundo o guia, embora aproximadamente 60% dos profissionais se declarem altamente engajados no trabalho, esse comprometimento nem sempre é acompanhado por condições adequadas de suporte emocional e organizacional. O resultado é um cenário em que dedicação e desgaste coexistem, exigindo novas abordagens de gestão e liderança.


Saúde mental como estratégia de gestão

O documento defende que a saúde mental deve ser compreendida como parte da estratégia institucional das escolas e não apenas como uma responsabilidade individual dos colaboradores. Entre os fatores apontados como mais críticos estão a sobrecarga de trabalho, a redução da vitalidade dos profissionais, a insegurança psicológica e a dificuldade de expressar dúvidas ou dificuldades no ambiente escolar.


Para enfrentar esse cenário, o guia recomenda a realização de diagnósticos periódicos de bem-estar, a revisão de processos de trabalho, a redução de atividades excessivamente burocráticas e o fortalecimento de práticas de escuta e acolhimento. Também destaca o papel da inteligência artificial na automatização de tarefas administrativas, permitindo que educadores concentrem mais tempo e energia nas atividades pedagógicas.


O papel de mantenedores e gestores

A publicação dedica um capítulo específico às responsabilidades de mantenedores e gestores escolares. Para os mantenedores, a recomendação é incorporar a saúde mental ao planejamento estratégico da instituição, investir em programas de apoio, formação de lideranças e adequação às exigências relacionadas aos riscos psicossociais previstos na atualização da NR-1.


Já os gestores são orientados a desenvolver competências relacionadas à escuta empática, comunicação transparente, identificação de sinais de sofrimento emocional e promoção de ambientes psicologicamente seguros para professores e colaboradores.


Construindo ambientes mais saudáveis

Entre as iniciativas sugeridas estão a criação de espaços de descompressão, programas de apoio psicológico, formação de lideranças emocionais e políticas institucionais voltadas à prevenção do assédio e à promoção do bem-estar. O guia reforça que ações isoladas não são suficientes e que a construção de ambientes saudáveis depende de uma abordagem contínua, integrada e baseada em evidências.


Para a FENEP, investir na saúde mental dos profissionais da educação é uma medida que beneficia não apenas as equipes, mas também a qualidade do ensino, a sustentabilidade das instituições e a capacidade das escolas de enfrentar os desafios atuais e futuros da educação brasileira.

ACESSE O GUIA AQUI
Por Imprensa 5 de agosto de 2026
A permissão para alunos varia por rede de ensino. Nas escolas municipais, o índice fica em 35%, enquanto nas estaduais sobe para 47%. Nas particulares, chega a 31%. O nível de ensino também influencia a liberação. Até o 5º ano do Ensino Fundamental, 26% das escolas permitem o uso de IA pelos alunos. Até o 9º ano, 42%. No Ensino Médio, a proporção chega a 52%. A adoção de IA generativa pelos gestores também é desigual entre regiões. No Sul, 66% já usam a tecnologia em atividades de gestão. No Centro-Oeste, 59%. No Sudeste, 54%. No Nordeste, 52%. No Norte, o índice cai para 39%, o mais baixo do país. Entre os gestores que usam IA, as aplicações mais comuns estão ligadas a comunicação e produção de conteúdo. Criar materiais audiovisuais, como imagens e apresentações de slides, é a atividade mais citada, com 83%. Em seguida vêm a elaboração automática de convites e avisos (80%) e a organização de atividades pedagógicas e de gestão (75%). Usos mais sensíveis ficam para trás. Analisar dados sobre desempenho de alunos ou funcionamento da escola foi citado por 51% dos gestores. Aprimorar sistemas de segurança escolar, a atividade menos mencionada, aparece em apenas 22% das respostas. Regras de uso de IA são pouco discutidas em reuniões A pesquisa mostra ainda que a adoção de IA entre gestores carece de governança: apenas 22% das escolas têm algum guia de orientação sobre o uso de IA no ensino, na aprendizagem ou na gestão. O descompasso aparece também nas reuniões escolares. Entre os temas discutidos por gestores com professores e equipe, regras para uso de ferramentas de IA por alunos ou professores é o menos citado, presente em 60% das reuniões em 2025. Foi o tema que mais cresceu em relação a 2024, quando aparecia em apenas 40% das reuniões, mas segue como a última prioridade na pauta das escolas. O TIC Educação é realizado anualmente desde 2010 pelo Cetic.br, centro do NIC.br vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A edição 2025 entrevistou gestores de 2.404 escolas públicas e particulares, urbanas e rurais, entre agosto de 2025 e abril de 2026. Link da matéria: https://www.globalsouthworld.com.br/article/uso-de-ia-e-permitido-em-37-das-escolas-brasileiras-adocao-entre-gestores-e-de-53-mas-falta-governanca
Por Imprensa 4 de agosto de 2026
As inscrições ocorrem até 21 de agosto de 2026 no site oficial
Por Pedagógico 3 de agosto de 2026
O SIEEESP, diante da confirmação de casos de sarampo nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, e em consonância com as recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, reforça a importância da vacinação como a principal medida de prevenção e controle da doença. Nos municípios citados, a vacina tríplice viral passará a ser oferecida a toda a população com idade entre 6 meses e 59 anos, estando disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a partir de hoje (03/08). A medida integra a estratégia do Governo do Estado de São Paulo para conter o avanço da doença na Região Metropolitana. Nas demais cidades do Estado de São Paulo, será realizada a ação de multivacinação com o objetivo de atualizar a Caderneta de Vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização visa identificar e aplicar as doses em atraso previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Aproveitamos a oportunidade para reforçar o disposto na Lei Estadual nº 17.252/2020, que torna obrigatória, em todo o território paulista, a apresentação da carteira de vacinação dos alunos de até 18 (dezoito) anos no ato da matrícula. A carteira deverá estar atualizada e comprovar a aplicação de todas as vacinas obrigatórias, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, em conformidade com as disposições do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde. Com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção e reduzir o risco de circulação do vírus no ambiente escolar, recomendamos que as instituições de ensino orientem toda a comunidade escolar sobre a importância da vacinação e os locais onde as doses estão disponíveis, como clínicas particulares, UBSs, AMAs e postos de vacinação instalados em estações e terminais. Na ocorrência de alunos ou colaboradores que apresentem sintomas compatíveis com sarampo, como febre, manchas avermelhadas na pele e sintomas respiratórios, orienta-se o encaminhamento imediato para avaliação médica e a comunicação do caso à Vigilância Epidemiológica do município. Recomenda-se, ainda, reforçar as medidas de higiene das mãos, a etiqueta respiratória e a manutenção de ambientes bem ventilados. A atuação conjunta das instituições de ensino e das famílias é fundamental para manter nossas comunidades escolares protegidas e contribuir para o controle da circulação do vírus. Marlene Schneider Presidente do Sieeesp