Qual é a qualidade da educação da sua cidade?

Imprensa • 7 de agosto de 2026

Em 20 anos, quantidade de municípios com nota abaixo de 5 no fundamental 1 passou de 4.110 para 442

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira, 5, os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador de qualidade na área. O Brasil melhorou suas notas em relação á última edição, mas ainda está longe da maioria das metas que haviam sido estabelecidas para 2021.


Apesar disso, o País apresentou um progresso importante nos anos iniciais do ensino fundamental. No primeiro ano do Ideb, em 2005, o Brasil tinha 4.110 municípios com nota até 4,9 no indicador. Agora, 20 anos depois, o País tem apenas 442 cidades nessa condição.


Diante desse cenário, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai oferecer acompanhamento específico para esses municípios para que consigam melhorar a educação e avançar no indicador.


"A gente precisa que todos os municípios brasileiros possam oferecer no mínimo uma nota 5. Esses são municípios que não por coincidência são muitos vulneráveis socioeconomicamente e a gente precisa que o ministério olhe para todos. Ninguém vai ficar para trás", afirmou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.


Segundo ele, as cidades receberão assistência técnica individualizada. A secretária de educação básica do MEC, Kátia Schweickardt, explicou que serão feitos encontros virtuais com as 27 unidades da federação sobre o tema. O MEC também vai dar suporte para os municípios para realizar o diagnóstico dos problemas, com análise aprofundada dos resultados, priorização curricular e acompanhamento dos estudantes.


O Ideb é divulgado a cada dois anos e leva em conta a nota obtida pelos alunos em avaliações de Português e Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e pelo fluxo escolar, ou seja, os dados de aprovação e reprovação. As notas do Ideb variam de 0 a 10.


Para especialistas, a avaliação é crucial para entender a evolução das redes, medir o impacto de políticas públicas (como o ensino integral ou mudanças curriculares) e replicar iniciativas bem sucedidas. O Ideb foi criado em 2007 e o MEC definiu metas para cada uma das redes e escolas, considerando os diferentes pontos de partida e níveis socioeconômicos.


Link da matéria: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/qual-e-a-qualidade-da-educacao-da-sua-cidade-veja-a-nota-de-cada-uma-no-ideb,1101f29b89c9535007f3797995a6c4e52oj7y9wa.html?utm_source=clipboard


Por Imprensa 6 de agosto de 2026
Indicadores de 2025 crescem nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio. Saeb também mostra avanço na aprendizagem de língua portuguesa e matemática. MEC vai acompanhar de perto os municípios com mais dificuldades
Por Rodrigo SIEEESP 5 de agosto de 2026
Material reúne dados sobre o bem-estar dos profissionais da educação e apresenta estratégias para promoção de ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis 
Por Imprensa 5 de agosto de 2026
A permissão para alunos varia por rede de ensino. Nas escolas municipais, o índice fica em 35%, enquanto nas estaduais sobe para 47%. Nas particulares, chega a 31%. O nível de ensino também influencia a liberação. Até o 5º ano do Ensino Fundamental, 26% das escolas permitem o uso de IA pelos alunos. Até o 9º ano, 42%. No Ensino Médio, a proporção chega a 52%. A adoção de IA generativa pelos gestores também é desigual entre regiões. No Sul, 66% já usam a tecnologia em atividades de gestão. No Centro-Oeste, 59%. No Sudeste, 54%. No Nordeste, 52%. No Norte, o índice cai para 39%, o mais baixo do país. Entre os gestores que usam IA, as aplicações mais comuns estão ligadas a comunicação e produção de conteúdo. Criar materiais audiovisuais, como imagens e apresentações de slides, é a atividade mais citada, com 83%. Em seguida vêm a elaboração automática de convites e avisos (80%) e a organização de atividades pedagógicas e de gestão (75%). Usos mais sensíveis ficam para trás. Analisar dados sobre desempenho de alunos ou funcionamento da escola foi citado por 51% dos gestores. Aprimorar sistemas de segurança escolar, a atividade menos mencionada, aparece em apenas 22% das respostas. Regras de uso de IA são pouco discutidas em reuniões A pesquisa mostra ainda que a adoção de IA entre gestores carece de governança: apenas 22% das escolas têm algum guia de orientação sobre o uso de IA no ensino, na aprendizagem ou na gestão. O descompasso aparece também nas reuniões escolares. Entre os temas discutidos por gestores com professores e equipe, regras para uso de ferramentas de IA por alunos ou professores é o menos citado, presente em 60% das reuniões em 2025. Foi o tema que mais cresceu em relação a 2024, quando aparecia em apenas 40% das reuniões, mas segue como a última prioridade na pauta das escolas. O TIC Educação é realizado anualmente desde 2010 pelo Cetic.br, centro do NIC.br vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A edição 2025 entrevistou gestores de 2.404 escolas públicas e particulares, urbanas e rurais, entre agosto de 2025 e abril de 2026. Link da matéria: https://www.globalsouthworld.com.br/article/uso-de-ia-e-permitido-em-37-das-escolas-brasileiras-adocao-entre-gestores-e-de-53-mas-falta-governanca